Por André SchmidtRonaldo voltou ao Brasil. Gordo, lento e com os dois joelhos arrebentados, pouco lembra o menino franzino que trocou o Cruzeiro para tentar a sorte na Holanda. Praticamente toda a sua carreira foi acompanhada por nós apenas pela televisão. Agora, jogando mais para calar os críticos do que realmente pelo prazer, ele retorna ao seu país, provavelmente, para encerrar o seu cilco no futebol. Quantas vezes já não vimos esta cena? Atletas saem do Brasil no seu auge e retornam apenas por não terem mais mercado lá fora. E nós, torcedores, temos que pagar para ver pela transmissão dos jogos desses jogadores. Na Europa, eles trazem credibilidade ao campeonato, aumentam a qualidade do futebol jogado e fazem com que os patrocinadores abram a carteira e lotem os cofres dos clubes. Enquanto isto funciona para os europeus, nossos times seguem endividados e "semi-falidos". Tendo estes dados como fatos incontestáveis, por que não é criada uma fórmula para que a volta destes craques seja antecipada? Impossível?! Nem tanto... Imaginem um Campeonato Brasileiro com: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Pato, Adriano, Júlio César, Juan, Júlio Baptista, Robinho... Será que nós teriamos de continuar pagando para ver os jogos do exterior ou este campo se inverteria?! Sem dúvidas seria o torneio mais procurado pelos torcedores do mundo todo.
Só o aumento na cota de tv de cada clube já daria para pagar o salário de um ou dois craques, por cada equipe. Além disso, com a maior visibilidade dos nossos campeonatos, nossas jovens revelações parariam de deixar o nosso país a preço de banana, saindo do Brasil apenas com propostas milionárias. O público nos estádios aumentaria, os patrocinadores e os valores oferecidos por eles também, além da venda de produtos tanto aqui, como no exterior.
Bom, é lógico que não seria uma tarefa fácil. Entre outras coisas deveriamos começar tratando do regresso dos atletas que terão o seu contrato encerrado em breve, para que não tenhamos que pagar as cifras astronômicas pela rescisão dos contratos. Outra: trabalhar e fazer um planejamento de marketing e de gestão financeira para que tudo possa correr bem, sem que se tenha um retrocesso após algumas temporadas. Mas, principalmente, dependeremos de esforço, boa vontade e competência. Exatamente onde pode dar errado...
Imagem: GloboEsporte.com


O mais conhecido dos quatro por estar atuando até agora é o centroavante Larsson, que há três temporadas atrás defendia a camisa do Barcelona. Grande ídolo de sua torcida, chegou a largar o futebol pelo hóquei no ano passado, porém, acabou retornando para a antiga paixão. Só por sua Seleção foram 102 partidas. Surgiu também na Copa de 94 com apenas 23 anos, o mais novo dos quatro artilheiros, quando atuava pelo Feyenoord- HOL. Disputou também o último Mundial, ao lado de Ibrahimovic mas, ao contrário de sua primeira Copa, já não contava com o mesmo "Rastafari" que o marcou em sua primeira aparição.
Com a aposentadoria de praticamente todos estes craques, o posto de artilheiro se abriu, porém, por pouco tempo. Slatan Ibrahimovic conquistou rapidamente o seu espaço no coração dos torcedores de sua terra, assim como nos de seu time, a Inter de Milão. Um dos atacantes mais completos e habilidosos da atualidade, Ibrah tem tudo para se tornar o melhor jogador do mundo muito em breve. Criado em uma cidade que nevava nove meses do ano, buscou no futsal uma forma de passar o frio tempo. E deu certo. Combina precisão nos chutes, com muita habilidade e domínio de bola.
